Pré-Sal: Penso em você, penso em mim
por Pitfall*
Engraçado como alguns assuntos atuais sempre remetem à polêmicas passadas. A discussão sobre a destinação de verbas do Pré-sal brasileiro não passa de um conflito de interesses, entre União, estados produtores, cidades portuárias e os “não produtores”.
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Conheça o Pré-sal brasileiro (Créditos: Petrobras)
Os produtores e portuários alegam que merecem receber mais, justamente por provirem a extração e exportação do petróleo. Já os não produtores argumentam que os recursos do Pré-sal são um bem comum de toda a nação e não somente das regiões “abençoadas” com a descoberta. Independente disso, a União tem sua parte garantida e só entra na briga para resguardar o tamanho de seu bolo.
Nisso, cabem também outros argumentos. O de direito adquirido, pelo primeiro grupo (quem trabalha tem que receber), o de igualdade de condições, pelo segundo (quem trabalha tem que receber, mas também compartilhar. E se der petróleo no Pantanal?) e o terceiro, que é a União (quem trabalha tem que receber, mas também compartilhar. E se der petróleo no Pantanal? Porém eu cuido de todo mundo).
Aí nós avaliamos as hipóteses.
Se quem produz recebe mais, poderemos ter grandes desigualdades no desenvolvimento entre os estados. Se o dinheiro fica com a União, as regiões perdem autonomia e continuam sob o risco de disparidades no desenvolvimento. Se a partilha for ponderada, o desenvolvimento poderá ser mais homogêneo em todo o território nacional (até mesmo porque igualzinho não dá, né gente).
Fica meio óbvio saber qual a melhor escolha, levando em conta o coletivo. Mas num país extremamente marcado por decisões individuais, quem pensa no outro é bobo. É tão bobo que, ainda no período Imperial, abriu mão de um direito adquirido e libertou os escravos (mas como são bonzinhos). Afinal, se não dermos oportunidades aos menos privilégiados, quem é que vai consumir a nossa cana-de-açúcar, borracha, café com leite, suco de laranja e petróleo? No jogo das espertezas, talvez o melhor mesmo seja ir pra Aruba (leia também).
;)
* Pitfall é colunista e autor de crônicas de humor e política
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Arreda aí, Arruda
por Pitfall*
Eu não me contive ao ver várias fotos do Arruda, só esperando alguém fazer uma piadinha.

;)
* Pitfall é colunista e autor de crônicas de humor e sobre política
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Eu? Prefiro ir pra Aruba
por Pitfall*
José Roberto Arruda – E feio é o que você fez, governador…
Pois é, meus amigos. Decidi que não vou falar do Arruda. Melhor deixar para o JN, Jornal da Band, da Cultura e etc…
Porém, no melhor estilo “contra a maré”, apresento uma reflexão à vocês, de autoria própria:
“O engraçado de não se interessar pela política e não fiscalizar o governo é que ele não só te fiscaliza, mas se interessa o tempo todo pela sua vida.
Como é triste o amor unilateral.”
Agora um pensamento nem tão elaborado assim. Afinal, não sei por que, essa coluna também é de humor:
“Todos sabem, em terra de cego quem tem um olho é rei.
Em terra de viado quem tem peitinho é rainha.”
;)
Até a próxima!
* Pitfall é colunista e autor de crônicas de humor e sobre política
Crônica: Já dá para sonhar com a tributária?
por Pitfall*

Tributária. Sonho com ela todos os dias e você?
Esta semana foi anunciada mais uma redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), desta vez sendo beneficiados os setores de móveis, de materiais de construção (que teve prorrogada a redução) e os carros flex. E como em véspera de eleição, o ato também foi discriminado como eleitoreiro por algumas organizações políticas do país.
Se o motivo é esse ou não, só saberemos se alguma parte do governo assumir a acusação. Algo que não irá acontecer. Mas é interessante analisar o fato, pois até então, o grande cabo eleitoral dentro da política brasileira era o Bolsa Família.
Primeiro foi a construção civil, antes mesmo da crise em 2008. Após a bomba econômica, o governo reduziu impostos para automóveis, para a linha branca, agora para o setor moveleiro, novamente para os materiais de construção e para os carros bicombustíveis.
Já tem gente reclamando de ter ficado de fora, como os produtores de calçados e de vestuário, que daqui a pouco também acabam conseguindo a sua “casquinha”.
Aí questionam os economistas: por que o governo não agiu rapidamente no fim de 2008 e não estendeu o incentivo para mais setores?
Seria realmente o mais óbvio a ser feito, mas o governo resolveu que seria sensato e foi justamente em cima do setor mais importante da indústria nacional, o de automóveis.
Após meses batendo recordes de arrecadação seria totalmente imprudente pensar só no superávit e deixar nas mãos da população a manutenção do consumo interno, sem criar incentivos para isso. Justamente o ânimo do consumidor brasileiro é que impediu que entrássemos numa recessão profunda durante e após a crise. Mas será que já dá para sonhar com uma reforma tributária consistente no Brasil?

Shekel of Tyre fenício – “Impostos são um mal necessário…” Aércio S. Cunha/UnB
Realmente não sei, mas acredito que não agora.
O país ainda tem um grande defícit social e em infraestrutura para resolver, que deverão ser pagos mesmo com a arrecadação de impostos sobre a população. Não dá para comparar com o primeiro mundo.
Mas que, enquanto uma reforma não se concretiza, é bom sentir um alívio no bolso, é. Mesmo que momentâneo.
;)
* Pitfall é colunista e autor de crônicas de humor e sobre política
Estaria o Brasil fechando as pernas? >>
Crônica: E o apagão cerebral, já passou?
por Pitfall*
Esta semana recebi um e-mail intitulado MAFIA DA GASOLINA. Mesmo sabendo que se tratava de spam resolvo abrir a mensagem, com a finalidade de responder ao desocupado que fez o desfavor de enviar.
A tal mensagem, de autoria desconhecida, trazia uma ideia revolucionária, que solucionaria todo o problema dos preços de combustíveis no país. A fórmula criada por um suposto “economista brasileiro”, propunha que deixássemos de abastecer nossos veículos em postos BR, da Petrobrás, nos meses de outubro (já passou) e novembro deste ano.
Segue um trecho da mensagem:
[...] Aqui está a idéia:
Para os próximos meses (outubro e novembro…) não compre gasolina da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, que é a PETROBRÁS (Postos BR).Se ela tiver totalmente paralisada a venda de sua gasolina, estará inclinada e obrigada, por via de única opção que terá, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o seu mercado.
Se ela fizer isso, as outras companhias (Shell, Esso, Ipiranga, Texaco, etc…) terão que seguir o mesmo rumo, para não sucumbirem economicamente e perderem suas fatias de mercado.
Isso é absolutamente certo e já vimos várias vezes isso acontecer!
CHAMA-SE LEI DA OFERTA E DA PROCURA. [...]
A falta de informação e a crença em “contos populares” faz com que muitas pessoas repassem para frente esse tipo de mensagem, ajudando a manter o Brasil em segundo lugar no ranking de origem de spam no mundo. É de chorar, não é? Se não, pelo menos é para ter que gastar alguns minutos diários apagando as indesejadas mensagens.
Origem de spam no mundo – dados percentuais de outubro/09 (Fonte: Symantec)
Poderíamos com isso, chegar a conclusão de que a ignorância alheia pode sim prejudicar o próximo. É como disse Joelmir Beting, comunicação de massa feita pela própria massa é algo realmente assustador. O sociólogo e jornalista da Band comentava, também nesta semana, sobre o caso que foi parar na internet, que envolvia os alunos da UNIBAN e uma estudante, expulsa por “provocar tumulto” na universidade paulista e readmitida logo depois.
Vou me inscrever lá. Quem sabe também cai uma Geysi na minha sala?
Não que esteja ridicularizando a parcela do povo brasileiro que se interessa por manisfestações desse tipo. A verdadeira questão é, para um país que inevitavelmente se tornará grande potência, e também será reconhecido pelas Olimpíadas em 2016 (já não só pelos carnavais), é importante que sua população caminhe junto na evolução. E não fique só na alegria comemorando o bom momento, mas que esqueça mesmo a arrogância. Ou continuarão sendo guiados por pessoas que pensarão por eles.
Era para terminar como uma crônica humorística, mas fica valendo dessa forma. Antes, uma frase de autoria própria sobre o nosso querido país: “O Brasil para o mundo não é mais criança, digamos que é adolescente. A nação é que ainda aparenta usar chupetas, ou não querer largar delas.”
;)
Abraços!
* Pitfall é colunista e autor de crônicas de humor e sobre política
Estaria o Brasil fechando as pernas?
por Pitfall*
A imagem mostra o contrário, mas quem sabe não seja por que o mundo é quem estaria abrindo as pernas para o Brasil, com a última do governo, ou do ministro Guido Mantega, de tarifar os investimentos não diretos, vindos de investidores estrangeiros no país.
Todos sabem que a cobrança de 2% de IOF sobre capital externo, aplicado na bolsa de valores brasileira e em títulos de renda fixa, reflete o momento de nossa economia. Mas será que eles estão acostumados à isso? A consolidação em um dos setores mais importantes do país, traz junto o direito de tomar suas próprias decisões econômicas, sem depender da influência estrangeira, que pairava sobre o Brasil desde o seu descobrimento.
Será a nova, e verdadeira, independência nacional? Ainda não se sabe. Mas que estamos sendo vistos com outros olhos, isso estamos. Tanto, que já andam tentanto reabrir nossas pernas, com dois jatos à preço de um e apoio para conquistar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. Somos gratos por isso e novos amigos serão sempre bem-vindos.
Agora, quem será nosso representante à Dom Pedro do século 21?
Que tal Henrique Meirelles?

;)
* Pitfall é colunista e autor de crônicas de humor e sobre política
E o apagão cerebral, já passou? >>
Você não tem um Twitter? Então não perca tempo fazendo um!
por Pitfall*
Pois nós te obrigaremos à fazer parte da rede, aqui no Virtua Box!
É claro que, para fazer parte de nossa equipe, você deve ser totalmente subordinado e obediente. Não fazer muitas perguntas, principalmente sobre para onde vai o dinheiro dos anúncios publicados aqui. Mas, antes de saber como enfiar a mão “na caixa”, conheça um pouco sobre a minha coluna =D
Oi gente, eu sou o Pitfall. Alguém se lembra de mim? Eu vivia em sua casa na década de 80, reunindo a gurizada nos almoços dominicais, em família. Como andava triste e esquecido, dentro de uma “caixa virtual”, resolvi acreditar na boa fé desse pessoal aqui e vir falar de alguma coisa, na qual nem todos estão acostumados a tratar. Hmm, o que será que vem por aí?
Bom, para finalizar. Segue uma foto de algumas garotas que vi aguardando ansiosamente na fila de seleção, tentando entrar para o time.

Eu já falei. Esse tipo de pessoal é muito qualificado para ficar aguardando em fila. Bota para dentro logo!
* Pitfall é colunista e autor de crônicas de humor e sobre política





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